Já era capaz, quando menino, de enxergar no rosto delas a sorte que traziam. Sabia estudar os arcos, os traços, toda a matemática que poderia intrigar até os mais capazes alemães.
Quando se despedia delas, cantava livre pelas calçadas, cheirava as flores suburbanas e esperava pelas estrelas.
Amava as mulheres maduras, pouco do seu sangue é Balzaquiano. Sorria para as brasileiras. Esperava as estrangeiras e rezava constantemente pelas mais jovens.
Era inconstante, jamais planejou casamentos e filhos. Não desejava estender a maldição de seu sobrenome.
Pensava ele:
"Para que ter uma casa se posso ter o olho da rua?"
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