domingo, 6 de janeiro de 2013


A multidão aproximava-se. Naquela noite, Copacabana era a menina dos olhos, - adorada como toda filha no coração de um pai.

Na areia, crianças inquietas a espera de uma grande novidade; mães extremamente preparadas levavam consigo bebidas e comidas e, por fim, maridos carregavam inúmeras cadeiras. Todos sabiam da importância desse simples objeto nesta noite.

Na calçada da Avenida Atlântica, próximo à esquina da Rua Santa Clara, todos contavam juntos os minutos e, posteriormente, os segundos para a chegada do “novo ano”. Neste minuto, era como se toda aquela multidão tão diversificada estivesse concentrada pela primeira vez na vida na mesma coisa.

Casais trocam o primeiro beijo do ano e crianças sorriem ao detalhar os desenhos que se formam nos fogos lá no céu. Os assuntos são os mesmos: muita felicidade, dinheiro, saúde e paz...muita paz.

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Nos últimos 30 anos, a violência no Brasil matou mais de um milhão de pessoas. Em 2010, na cidade de São Paulo, por exemplo, foram mortas 50 mil pessoas, ou seja, 137 por dia. Este índice revela que o Brasil é mais violento do que o Oriente Médio. Segundo dados recentes da ONU, 60 mil pessoas morreram em 2012 na Síria.

Os brasileiros se orgulham de que o país nunca está envolvido em guerra e que não costuma sofrer grandes desastres naturais. As chuvas nos últimos três anos e o despreparo para enfrentá-las tem destruído o país que supostamente é abençoado por Deus.


Reflita.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Já era capaz, quando menino, de enxergar no rosto delas a sorte que traziam. Sabia estudar os arcos, os traços, toda a matemática que poderia intrigar até os mais capazes alemães.
Quando se despedia delas, cantava livre pelas calçadas, cheirava as flores suburbanas e esperava pelas estrelas
.
Amava as mulheres maduras, pouco do seu sangue é Balzaquiano. Sorria para as brasileiras. Esperava as estrangeiras e rezava constantemente pelas mais jovens.
Era inconstante, jamais planejou casamentos e filhos. Não desejava estender a maldição de seu sobrenome.

Pensava ele:
"Para que ter uma casa se posso ter o olho da rua?"